10 junho 2026

Falta de confiança e fiz upload do meu cérebro na nuvem

 

2026 é o último ano da minha graduação em jornalismo e ultimamente eu tenho refletido bem mais do que gostaria. Na verdade, quando eu falo "refletido" quero dizer tenho PIRADO, SURTADO E CHORADO como nunca antes. São muitos pensamentos simultâneos como: será que eu realmente sou boa no que faço? será que vou conseguir um emprego que me pague razoavelmente bem? Mas primeiro, será que uma oportunidade de trabalho vai aparecer ou vou ter que ficar desempregada pelos próximos meses sem nem  uma proposta surgir oferecendo um pão com copo d'água? Muitas questões...


A verdade é que não deposito tanta confiança em mim mesma. Me saboto. Desacredito do eu. Nem me esforço, mas de vez em quando sim.


Ao longo dos últimos anos —  pós pandemia —  parece que perdi a capacidade de memorizar informações e desenvolver raciocíonos. Além disso, me redeescubro na burrice. Às vezes as palavras nem fazem mais sentido na minha cabeça, perco os seus significados e não consigo conectá-las a outras palavras. Para mim todo mundo é mais inteligente, criativo e desenrolado do que eu. Também percebo que nunca seria uma boa editora porque no fundo tudo me parece ótimo se eu olhar por uma certa perspectiva. 


A preguiça também tem me consumido. Quando eu era mais nova eu gostava de criar, pesquisar e era curiosa. Porém, fui perdendo todas essas características e atualmente me encontro apática. Mas na minha profissão eu não posso ser assim. É como se eu tivesse passado todo esse tempo dissociando e não absorvendo coisa alguma e agora não há repertório suficiente para me comunicar então eu prefiro me ausentar dos dialógos —  exceto quando estou bêbada. 


É raro, mas acontece: pesquisar palavras, entender o significado e depois esquecer novamente. E aí o que acontece é que eu sempre volto no google e essa situação me faz questionar que eu fiz upload do meu cérebro nos sites de buscas e agora não confio mais nas minhas próprias tomadas de desisões, no meus "arquivos" cerebrais. Agora é tudo na nota do celular. TÔ TERCEIRIZANDO TUDO, menos esse texto.


Talvez essa escrita tenha ficado confusa, desconexa e prólixa, mas quem liga? Tô apática mesmo e digitando tudo o que vem na mente antes que eu esqueça.


QUANDO É QUE EU VOU APRENDER A SER ADULTA? 


Gosto muito de consumir conteúdos opinativos, culturais, críticos e afins. Mas logo percebo que depois de um tempo eu esqueço das informações, até mesmo de algumas partes de filmes e séries. O que eu posso fazer para deixar o meu cérebro menos passivo,  não só receptando coisas mas também as fixando? Sempre tenho a impressão que as pessoa se lembram de muitos detalhes. É praticar, constantemente, a reflexão e conversar consigo mesmo até aprender/fixar os fatos? Queria ser o tipo de ser humano que capta as informações e consegue elaborar na mesma hora um raciocínio pertinente.


Ê LAIÁ! Volto em breve com mais confusões mentais e desabafos (espero melhorar e não passar novamente por essas situações. Já fui melhor como pessoa). Queria continuar redigindo sobre tudo o que eu sinto, mas a postagem ficaria muito longa e agora tenho que dormir.

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